Sexta-feira, 28 de maio de 2010 02:54

A vitória é um prato que se come com..... Mel

A pequena Mel recebeu das mãos da mamãe Paula Pequeno a taça de campeã russa da temporada 2009/2010. O Zarechie Odintsovo derrotou o então campeão Dínamo Moscou por 3 x 2, no quinto jogo da série, no último dia 11. A jogadora se apresentou ontem ao técnico Zé Roberto, em Saquarema e reforça o time que já está dando duro para o Grand Prix e o Mundial, este ano.

Olhem que show de bola o depoimento emocionado da Paula em seu site oficial:

Para mim foi muito especial, primeiro pela forma como a gente ganhou, segundo por ser a minha primeira temporada fora, por ter sido muito difícil a adaptação, a falta de comunicação e mesmo com tudo isso acabamos ganhando, então eu me sinto muito feliz e este título tem um sabor especial.

Um sentimento de gratidão a Deus, é uma recompensa por tudo que aconteceu, foram momentos muito difíceis que me fizeram aprender que devemos ter muita paciência e muita Fé e fazendo o seu trabalho da melhor maneira possível, sem nunca desistir, você se torna merecedora do que está guardado para você.

Agora é hora de pensar na Seleção, expectativa de muito treino, treinos bons de verdade, treinos com qualidade e muita dedicação, um ano especial, ano de mundial e nós vamos atrás desta medalha com todas as nossas forças, estou muito ansiosa pra reencontrar todo mundo e recomeçar a nossa luta.

Agradeço a todos que fizeram a sua torcida, a todos os meus queridos e amados fãs, que me dão força com as mensagens que eles escrevem no meu site, é muito lindo ver todo esse amor e carinho."

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Sexta-feira, 28 de maio de 2010 02:45

E se a baderna for campeã?

Voleimaníacos,

amantes do melhor esporte do mundo,

Eu sei que esse blog é de vôlei, mas não dá para não falar de Copa do Mundo e das regalias (para não dizer estripulias) liberadas por Dom Diego Maradona aos seus jogadores na África do Sul. Parece férias!!. E a exigência do vaso de R$ 2 mil nos quartos de cada jogador? Mais um motivo pra gente torcer contra os Los Hermanos no Mundial. Fora a rivalidade, já pensou se a baderna for campeã? Com que moral os treinadores seja de futebol ou qualquer outro esporte, vão exigir concentração e bom comportamento fora de campo/quadra aos seus pupilos? Vai ser a oficialização da bagunça. Melhor não.

O que me faz lembrar que o blog é de vôlei e que quando o assunto é concentrar, treinar muito e respeitar a camisa, nosso esporte é campeão!

Uma vez, em conversa com o ex-levantador Maurício, bicampeão olímpico (1992 e 2004), ele me confessou que já tinha ido 15 vezes ao Japão, onde aconteceraram, nas últimas duas décadas, competições como Copa dos Campeões, Mundial e Copa do Mundo. E que nunca tinha conseguido conhecer nada além dos ginásios de treino e jogos, o aeroporto e o hotel.

Bernardinho já aproveitou um atraso de cinco horas entre um vôo e outro em uma conexão no Aeroporto Charles De Gaulle, em Paris, durante uma etapa da Liga Mundial para (teste difícil):

A) Fazer compras na Champs Elisée

B) Deixar a galera passear (e gastar) no free shop

B) Treinar

Não preciso responder.

Ele fez uns telefonemas e botou os marmanjos para malhar numa academia para 'tirar o avião' deles.

Zé Roberto retornou à Seleção Brasileira Feminina em 2003 e, após a reformulação para o ciclo olímpico seguinte - que culminou com a campanha vitoriosa e dourada na China -, foi logo avisando: 'não quero ver ninguém popozuda'.

A ordem era 'mudar' o biotipo das jogadoras brasileiras. Quadril largo pode, já que ninguém vai sair cortando pedaço do osso por aí. Mas bumbum cheinho, nem pensar. Em quatro anos, o grupo emagreceu, ficou visivelmente forte (fisicamente) e os resultados foram segundos preciosos a mais em 'detalhes' que ganham jogo como deslocamento no bloqueio; velocidade de perna para atacar e levantar; movimento de ataque, reflexos mais apurados na defesa....

Já pensaram em Giba ou Paula Pequeno se apresentando aos seus respectivos técnicos 20 dias da competição mais importante dos últimos quatro anos, dois manequins acima do normal? E ainda permanecerem no grupo? Podia ser o Papa (ou o Papi), que não iria! Ronaldo Fenômeno chegou 12 quilos mais gordo à concentração do Brasil na Suíça, antes da Copa de 2006, no melhor estilo 'nem aí.' Adoro o Fenômeno. Mas foi total falta de consideração com a camisa verde-amarela se descuidar assim na véspera do evento que para o país.

Por muito menos (quilos), a levantadora Carol Albuquerque foi cortada da Seleção feminina no final da década de 1990, quando o time era comandado por Bernardinho. E olha que a Carol nunca foi gorda. Estava acima do peso e era recomedável que perdesse alguns quilinhos. Como não conseguiu, levou cartão vermelho.

Para culminar com a campanha 'torça contra os hermanos', Maradona disse que, se for campeão, vai tirar a roupa e desfilar pelado pelas ruas de Buenos Aires. Duas coisas que nenhum brasileiro que ver: Argentina com a Taça na mão e Dom Diego nu na capa de todos os jornais.

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Segunda-feira, 17 de maio de 2010 01:55

O BRASIL (QUASE) TODO PAROU PARA VER A LISTA DE DUNGA

Jogador de vôlei também é, no fundo, um técnico da Seleção Brasileira de Futebol, como todo bom torcedor verde-amarelo. A polêmica lista de Dunga também foi exaustivamente discutida nos bastidores de Saquarema na última semana.

- O cara foi coerente, não dá para dizer que não foi. Mas eu teria levado o Ganso -, admitie o meio-de-rede Rodrigão, indo contra suas convicações são-paulinas.

O gaúcho e gremista Lucão chegou a ficar indignado com a ausência do goleiro tricolor Victor, mas depois viu o lado bom da não convocação do arqueiro do seu time.

- Bom que vamos com força máxima para buscar  a Libertadores.

Bernardinho não acompanhou o anúncio ao vivo. Adivinhem por que?

- Estava trabalhando aqui em Saquarema mesmo, fazendo uns planejamentos, mas depois me inteirei do que tinha acontecido.

O workaholic realmente não poderia estar em outro lugar no dia em que o Brasil parou para ficar em frente à TV.... Viciado em trabalho.

As ausências de Adriano, Neymar, Ronaldinho Gaucho e Ganso não foram exatamente um corte, já que não faziam parte do grupo dos 'intocáveis' de Dunga, e no caso dos meninos da Vila sequer tinham aparecido em convocações anteriores.

Mas, de polêmico experiência de sobra. O episódio Ricardinho não foi o único na sua carreira. Em 1996, quando ainda comandava a Seleção Feminina - e conquistaria o bronze olímpico inédito, nos Jogos de Atlanta -, cortou a experiente atacante Denise e levou a gigante Janina em seu lugar.

A jogadora preterida ficou magoada e anos depois ainda relembra o caso se dizendo injustiçada. Alegou que o motivo real para  ter sido deixada no Brasil foi o fato de a sua substituta ter tido problemas com drogas e a vaga na Seleção foi uma espécie de prêmio pela volta por cima e um incentivo para que evitar uma possível recaída. O certo é que Janina confirmou-se no futuro como uma jogadora comum. Sincero, Bernardinho analisa a situação 14 anos depois e faz uma analogia com a situação vivida atualmente por Dunga.

- Se tivéssemos levado a Denis seríamos campeões? Não sei. E nunca vou saber. São escolhas difícílimas que o técnico tem de tomar e não tem volta. É o ônus do cargo. O Dunga pode sentir falta do Adriano na Copa? Talvez. Mas o importante é ele estar em paz com a decisão dele.

O treinador se lembra de outros dois cortes que o fizeram perder o sono: o do meio-de-rede Henrique, na véspera da Olimpíada de Atentas'2004, quando o time conquistou o ouro; e o do ponteiro e ex-capitão Nalbert, antes dos Jogos da China, em 2008, quando perdeu para os EUA na final.

- Provavelmente seriamos campeões em Atenas com o Henrique, também. No caso do Nalbert, hoje eu acho que a decisão de levar o Samuel não foi tão acertada. Emocionalmente ele mostrou não estar pronto. Mas eu só consegui chegar à essa conclusão depois. Não tem como o treinador saber disso antes - explicou Bernardinho.

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Segunda-feira, 17 de maio de 2010 01:53

CHURRASCO, FUTEBOL E... TREINO ÀS 7h DA MANHÃ....

Quarta-feira é dia de churrasco da Seleção Brasileira Masculina no CT de Saquarema, Regão dos Lagos do Rio de Janeiro. E é também dia de rodada de futebol. É quando os jogadores esquecem um pouco a rotina estressante de treinos, viagens, jogos e a pressão por resultados e se transformam em torcedores comuns. Brasileiros comuns.

- Tem muito torcedor aqui, mas fiel, só eu - brinca o líbero Escadinha, fazendo um trocadilho com a maior torcida organizada do seu time do coração, o Corinthians. Eliminado pelo Flamengo nas oitavas-de-final da Copa Libertadores, semana passada, o jogador diz que a ausência de rubro-negros no grupo de Bernardinho não impediu que ele sofresse gozações em Saquarema.

- A Fabizinha (líbero da Seleção Feminina) vale por mil torcedores chatos - entrega o paulista, delatando a flamenguista Fabi.

- Só ela é páreo para mim. Sou corintiano roxo, de ir ao estádio e assistir ao jogo no meio da Fiel. Ninguém me reconhece. Lá sou mais um na multidão.

Ao lado do botafoguense Bruninho, Escadinha foi um dos que mais 'secou' o rubro-negro na última quarta-feira, na derrota para a Universidad de Chile pela partida de ida das quartas-de-final do torneio continental.

- Se era para fazer esse papelão, era melhor ter deixado o Corinthians passar - alfineta o levantador.

O trio churrasco, amigos e futebol sugere uma farra sem hora para acabar. Mas não em Saquarema. E, jamais, sob a batuta do técnico Bernardinho, que sabiamente marcou treino para o dia seguinte para - pasmem! - as 7h da manhã!!!

- É para eles darem exemplo para a Seleção de Novos - garante o treinador linha-dura.

- Os mais novos assistem ao treino dos mais velhos. É um aprendizado -, continua o campeão olímpico.

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